O roubo e o furto de motocicletas continuam sendo preocupações importantes para quem utiliza esse tipo de veículo em São Paulo. Em uma região marcada por grandes deslocamentos, trânsito intenso e uso crescente de motos para trabalho, a perda do veículo pode representar muito mais do que um prejuízo material.
Para entregadores, prestadores de serviços, vendedores, profissionais autônomos e trabalhadores que dependem da motocicleta diariamente, ficar sem o veículo pode significar também interrupção da renda.
Os dados mais recentes mostram, entretanto, uma mudança positiva no cenário. No primeiro trimestre de 2026, foram registradas 5.857 ocorrências de roubos e furtos de motocicletas na Região Metropolitana de São Paulo. No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizados 7.545 casos.
Isso representa uma redução aproximada de 22% nas ocorrências. Apesar da queda, o número permanece elevado e exige atenção dos proprietários, especialmente daqueles que possuem modelos populares ou motocicletas com peças valorizadas no mercado paralelo.
A Honda CG 160 continua sendo, com grande diferença, a motocicleta mais roubada ou furtada da Grande São Paulo. O modelo registrou 1.968 ocorrências somente nos três primeiros meses de 2026, correspondendo a aproximadamente um terço de todos os registros do período.
Neste conteúdo, você poderá conferir quais são as motos mais roubadas em São Paulo em 2026, por que determinados modelos são mais visados, quais regiões exigem atenção e como reduzir os riscos durante o uso diário.
Quais são as motos mais roubadas em São Paulo em 2026?
Considerando as motocicletas abaixo de 500 cilindradas e os dados do primeiro trimestre de 2026 na Região Metropolitana de São Paulo, os modelos mais visados foram:
- Honda CG 160
- Honda CG 150
- Honda XRE 300
- Yamaha XTZ 250
- Yamaha Fazer 250
- Honda CB 300 Twister
- Honda PCX 150
- Honda NXR 160 Bros
- TVS Sport 110
- Honda CG 125
A Honda CG 160 liderou o ranking com 1.968 ocorrências. Na sequência apareceram a Honda CG 150, com 247 registros, e a Honda XRE 300, com 201 casos.
A Yamaha XTZ 250 registrou 186 ocorrências, enquanto a Yamaha Fazer 250 teve 183 casos. A Honda CB 300 Twister apareceu com 166 registros, seguida pela Honda PCX 150, com 161.
A Honda NXR 160 Bros teve 138 ocorrências, a TVS Sport 110 registrou 137 e a Honda CG 125 apareceu na décima posição, com 126 casos.
É importante observar que esse ranking combina casos de roubo e furto e considera a Região Metropolitana de São Paulo, não apenas a capital.
Além disso, os números representam ocorrências absolutas. Isso significa que modelos com uma frota maior e presença mais intensa nas ruas tendem naturalmente a aparecer mais vezes.
Para calcular o risco proporcional de cada motocicleta, seria necessário comparar o número de ocorrências com a quantidade exata de unidades daquele modelo em circulação.
Ranking das motos mais roubadas em São Paulo em 2026
1. Honda CG 160
A Honda CG 160 permanece como a motocicleta mais visada pelos criminosos na Região Metropolitana de São Paulo.
Foram 1.968 ocorrências de roubo ou furto no primeiro trimestre de 2026. Mesmo representando uma redução de aproximadamente 19% em comparação com o mesmo período de 2025, a CG 160 continua muito distante dos outros modelos do ranking.
Sua liderança pode ser explicada por uma combinação de fatores.
A CG 160 é uma das motocicletas mais populares do Brasil. Ela é utilizada para transporte pessoal, entregas, deslocamentos profissionais e serviços de diferentes setores.
Entre suas principais vantagens estão:
- Economia de combustível;
- Manutenção relativamente acessível;
- Ampla disponibilidade de peças;
- Facilidade de revenda;
- Grande rede de assistência;
- Resistência para o uso diário;
- Boa aceitação no mercado de usados;
- Facilidade de condução no trânsito urbano.
Essas mesmas características também tornam o modelo interessante para o mercado clandestino.
Uma motocicleta popular possui peças que podem ser vendidas com maior facilidade. Além disso, a ampla quantidade de unidades em circulação permite que peças retiradas ilegalmente sejam misturadas com componentes de origem regular.
A CG 160 também é utilizada intensamente por profissionais que permanecem muitas horas nas ruas. Quanto maior o tempo de exposição, maior pode ser a possibilidade de a motocicleta ser abordada ou furtada enquanto estiver estacionada.
Para o proprietário, a recomendação é investir em mais de uma camada de proteção. Trava de disco, corrente, alarme, rastreador e seguro podem trabalhar de forma complementar.
2. Honda CG 150
A Honda CG 150 ocupa a segunda posição entre as motos mais roubadas e furtadas da Grande São Paulo em 2026.
Mesmo sendo um modelo mais antigo e já substituído por versões mais recentes da linha CG, ainda existem muitas unidades circulando.
A CG 150 continua valorizada por sua resistência, economia e simplicidade mecânica.
Como o modelo foi vendido em grande quantidade durante vários anos, existe uma demanda constante por peças de reposição. Componentes mecânicos, rodas, tanques, bancos, faróis, carenagens e partes do motor podem encontrar compradores no mercado de usados.
Essa procura ajuda a explicar por que uma motocicleta fora da linha atual ainda aparece em posição elevada no ranking.
Outro fator é a facilidade de revenda.
Uma CG 150 em boas condições ainda possui liquidez no mercado de seminovas. Quando adulterada, pode ser oferecida ilegalmente em outras cidades ou estados.
O proprietário de uma motocicleta mais antiga também não deve acreditar que ela deixará de ser visada simplesmente por valer menos do que um modelo zero-quilômetro.
Em alguns casos, motos antigas são justamente as mais procuradas para abastecer o mercado de peças, pois determinados componentes deixam de ser encontrados com facilidade nas concessionárias.
3. Honda XRE 300
A Honda XRE 300 aparece na terceira posição do ranking de 2026, com 201 ocorrências registradas no primeiro trimestre.
A motocicleta possui características que contribuem para sua valorização:
- Posição elevada de pilotagem;
- Boa capacidade para circular em ruas irregulares;
- Desempenho superior ao das motos urbanas de entrada;
- Visual robusto;
- Conforto para trajetos maiores;
- Boa valorização no mercado de usadas;
- Procura constante por peças.
A XRE 300 é uma motocicleta de perfil versátil, utilizada tanto em deslocamentos urbanos quanto em viagens.
Por apresentar maior potência e suspensão elevada, também pode ser utilizada por criminosos para deslocamentos rápidos e para circular em regiões com pavimentação irregular.
Outro ponto importante é seu valor no mercado de usados. Mesmo após mudanças na linha da fabricante, a XRE 300 permanece valorizada e muito procurada.
O proprietário desse modelo deve redobrar a atenção ao estacionar em vias públicas e ao circular por regiões desconhecidas.
A instalação de rastreador pode ser especialmente importante, mas nunca deve ser interpretada como autorização para tentar recuperar a motocicleta por conta própria.
4. Yamaha XTZ 250
A Yamaha XTZ 250, conhecida em diferentes versões da linha Lander, aparece entre as motos mais visadas de São Paulo.
O modelo registrou 186 ocorrências no primeiro trimestre de 2026.
Essa motocicleta combina robustez, boa suspensão e capacidade para circular em diferentes condições de piso.
Por isso, é utilizada por motociclistas que precisam enfrentar trajetos urbanos, rodovias e vias com pavimentação irregular.
A XTZ 250 também possui componentes valorizados e boa aceitação no mercado de usadas.
O levantamento de 2026 mostra uma redução importante em comparação com o primeiro trimestre de 2025, quando haviam sido registradas 337 ocorrências. Ainda assim, a moto permanece entre as primeiras posições.
O proprietário deve considerar que motos trail podem ser visadas tanto pelo valor de revenda quanto pela utilização em outros crimes.
Locais próximos a grandes avenidas e rodovias exigem atenção, pois oferecem mais opções de fuga.
5. Yamaha Fazer 250
A Yamaha Fazer 250 apresentou uma das maiores reduções no número de ocorrências em 2026.
No primeiro trimestre de 2025, o modelo havia registrado 350 casos. Nos três primeiros meses de 2026, foram 183 ocorrências.
Apesar da queda, a motocicleta continua entre as mais roubadas e furtadas da Grande São Paulo.
A Fazer 250 é conhecida pelo equilíbrio entre desempenho, economia e conforto.
Ela é procurada por motociclistas que desejam uma moto para o uso diário, mas com potência superior à oferecida pelas opções de entrada.
Entre as características que podem aumentar sua procura no mercado ilegal estão:
- Boa valorização;
- Facilidade de revenda;
- Componentes procurados;
- Uso intenso no ambiente urbano;
- Desempenho adequado para deslocamentos rápidos;
- Grande presença no mercado de seminovas.
O fato de um modelo apresentar redução nas ocorrências não significa que o proprietário possa abandonar os cuidados de segurança.
Os rankings podem mudar de acordo com o período, a região e o comportamento das quadrilhas.
6. Honda CB 300 Twister
A Honda CB 300 Twister aparece na sexta posição entre as motocicletas abaixo de 500 cilindradas mais visadas da Região Metropolitana.
O modelo registrou 166 ocorrências no primeiro trimestre de 2026.
A Twister chama atenção pelo desenho esportivo, desempenho e valor de mercado.
Ela atende consumidores que desejam utilizar a motocicleta tanto no trânsito urbano quanto em trajetos mais longos.
Por possuir peças de maior valor do que motos populares de entrada, a desmontagem pode gerar retorno financeiro significativo para organizações criminosas.
Entre os componentes procurados podem estar:
- Rodas;
- Sistema de freios;
- Suspensão;
- Faróis;
- Painel;
- Tanque;
- Escapamento;
- Peças do motor;
- Carenagens e acabamentos.
O proprietário deve evitar estacionar em ruas isoladas, mesmo durante períodos curtos.
Também é aconselhável realizar uma cotação de seguro antes mesmo da compra, pois o preço pode variar bastante conforme o CEP e o perfil do condutor.
7. Honda PCX 150
A Honda PCX 150 registrou 161 ocorrências no primeiro trimestre de 2026.
A scooter é muito utilizada em São Paulo por oferecer praticidade, conforto e facilidade de condução no trânsito urbano.
Por possuir câmbio automático, espaço para pequenos objetos e posição de pilotagem confortável, a PCX atende diferentes perfis de consumidores.
Entretanto, sua popularidade também cria demanda por peças.
Carenagens, faróis, rodas, bancos e componentes eletrônicos podem ter custo elevado quando comprados novos. Isso pode estimular a procura por peças usadas sem procedência.
Muitos proprietários de scooters acreditam que esses modelos são menos visados do que as motos tradicionais. Os números mostram que essa percepção não deve ser tratada como uma regra.
Mesmo motocicletas voltadas ao conforto e à mobilidade urbana podem ser alvos de quadrilhas.
Ao estacionar uma scooter, é recomendável utilizar trava adicional e escolher locais com controle de acesso ou câmeras.
8. Honda NXR 160 Bros
A Honda NXR 160 Bros registrou 138 ocorrências no primeiro trimestre de 2026.
O modelo é amplamente utilizado por motociclistas que precisam enfrentar ruas com buracos, lombadas e pavimentação irregular.
Sua posição elevada de pilotagem e a suspensão de maior curso oferecem conforto em diferentes condições.
A Bros também possui boa aceitação entre profissionais que utilizam a motocicleta durante todo o dia.
Por ser popular e ter peças com grande procura, pode ser desmontada e revendida em partes.
Outro fator é a versatilidade. A motocicleta consegue circular com facilidade por áreas urbanas, vias periféricas e estradas com piso irregular.
Para reduzir o risco, o proprietário deve evitar uma rotina totalmente previsível e observar veículos ou pessoas que possam estar acompanhando seu trajeto.
9. TVS Sport 110
A TVS Sport 110 foi a única motocicleta de marca não japonesa presente entre as dez primeiras posições do levantamento de 2026.
O modelo registrou 137 ocorrências no primeiro trimestre.
A entrada da TVS Sport 110 no ranking está relacionada ao crescimento da sua frota, principalmente entre motociclistas profissionais.
Modelos econômicos e utilizados para trabalho permanecem muitas horas nas ruas, aumentando a exposição a roubos e furtos.
A moto pode ser utilizada em:
- Entregas;
- Serviços rápidos;
- Transporte de documentos;
- Deslocamentos profissionais;
- Atividades de logística urbana;
- Trabalho por aplicativos.
É importante lembrar que uma posição elevada em números absolutos também pode refletir o uso intenso.
Uma motocicleta profissional pode circular durante oito, dez ou até mais horas por dia, enquanto uma moto de lazer permanece grande parte do tempo em garagem.
10. Honda CG 125
A Honda CG 125 completa o ranking das dez motos mais roubadas e furtadas da Grande São Paulo em 2026.
O modelo registrou 126 ocorrências no primeiro trimestre.
Assim como acontece com a CG 150, a presença de uma moto antiga no ranking está relacionada à grande frota ainda existente e à demanda por peças.
A CG 125 foi comercializada em grande volume durante décadas.
Muitas unidades continuam sendo utilizadas para trabalho, transporte pessoal e pequenos deslocamentos.
Peças de modelos antigos podem ser difíceis de encontrar em determinadas regiões. Isso aumenta a procura pelo mercado de usados e pode favorecer a comercialização ilegal.
O proprietário de uma moto antiga deve adotar os mesmos cuidados recomendados para uma motocicleta nova.
O valor menor do veículo não impede que ele seja furtado, especialmente quando suas peças possuem boa liquidez.
Qual é a moto mais roubada em São Paulo em 2026?
A Honda CG 160 é a moto com maior número de registros de roubo e furto na Região Metropolitana de São Paulo em 2026.
Somente no primeiro trimestre, foram contabilizadas 1.968 ocorrências envolvendo o modelo.
A CG 160 respondeu sozinha por aproximadamente um terço dos 5.857 casos registrados no período.
É importante reforçar que o número elevado também está relacionado à grande quantidade de unidades em circulação.
A CG 160 é uma das motocicletas mais utilizadas por trabalhadores, entregadores e pessoas que buscam economia no deslocamento diário.
Quais são as motos de alta cilindrada mais roubadas em São Paulo?
Entre as motocicletas com mais de 500 cilindradas, a Honda CB 500 apareceu como o modelo mais visado da Região Metropolitana no primeiro trimestre de 2026, com 33 ocorrências.
O levantamento também identificou modelos como Royal Enfield Himalayan 650 e Triumph Tiger 900 entre as motocicletas de maior cilindrada procuradas pelos criminosos.
Apesar de o número absoluto ser menor do que o registrado pelas motos populares, o impacto financeiro costuma ser maior.
Motocicletas premium podem ser alvos de abordagens planejadas, especialmente em avenidas que oferecem acesso rápido a rodovias.
No início de 2026, a Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação contra uma quadrilha suspeita de atuar no roubo de motos de alta cilindrada na capital e na Região Metropolitana. A ação resultou na prisão de 22 suspeitos e tinha como foco um grupo que atuava principalmente na região do Tatuapé, na Zona Leste.
Roubo e furto de moto são diferentes?
Sim. Embora os dois crimes resultem na perda do veículo, a forma como acontecem é diferente.
Roubo de motocicleta
O roubo ocorre quando existe violência ou grave ameaça contra a vítima.
É o caso de uma abordagem com arma, agressão ou intimidação para obrigar o motociclista a entregar o veículo.
Furto de motocicleta
O furto acontece sem violência ou ameaça direta contra a vítima.
Um exemplo é quando a motocicleta desaparece enquanto estava estacionada.
Essa diferença deve ser corretamente informada no boletim de ocorrência e no aviso enviado à seguradora.
Os furtos de motos cresceram em São Paulo?
Embora o total combinado de roubos e furtos tenha diminuído no primeiro trimestre de 2026, a participação dos furtos aumentou entre as motos abaixo de 500 cilindradas.
Os furtos representaram 74,35% das ocorrências desse grupo, um crescimento de sete pontos percentuais em comparação com o mesmo período de 2025.
Esse dado reforça a importância dos cuidados durante o estacionamento.
Em muitos casos, o proprietário se preocupa apenas com a possibilidade de uma abordagem enquanto está pilotando, mas ignora o risco de deixar a moto em vias públicas.
Para os modelos acima de 500 cilindradas, o roubo ainda é predominante.
No primeiro trimestre de 2026, aproximadamente 65% das ocorrências envolvendo motos de maior cilindrada foram classificadas como roubo, enquanto 35% foram furtos.
Quais regiões de São Paulo registraram mais ocorrências?
O mapa de roubos e furtos apresentou mudanças em 2026.
No primeiro trimestre, Santo Amaro, na Zona Sul, apareceu como a região com mais ocorrências, passando de 82 registros em 2025 para 117 em 2026.
Na sequência apareceram:
- Santo Amaro: 117 ocorrências;
- Barra Funda: 80 ocorrências;
- Tatuapé: 74 ocorrências;
- Santana: 73 ocorrências;
- Freguesia do Ó: 61 ocorrências;
- Capão Redondo: 59 ocorrências;
- Campo Limpo: 58 ocorrências;
- Grajaú: 53 ocorrências.
Os dados indicam uma descentralização das ocorrências. Em 2025, os casos estavam mais concentrados nas zonas Leste e Sul. Em 2026, passaram a aparecer com maior intensidade também em regiões das zonas Oeste e Norte.
Isso não significa que todos os bairros listados sejam permanentemente perigosos.
Os índices podem mudar de um mês para outro e devem ser analisados em conjunto com o horário, a movimentação da via e as condições do local.
Por que Santo Amaro aparece com tantas ocorrências?
Santo Amaro possui grande circulação de pessoas, comércio intenso, estações de transporte público, avenidas importantes e conexão com diferentes regiões da cidade.
O fluxo elevado aumenta a quantidade de motocicletas circulando e estacionadas.
A região também oferece acesso a vias que facilitam o deslocamento para outros bairros.
Criminosos podem buscar locais com:
- Grande oferta de motocicletas;
- Estacionamentos abertos;
- Ruas com baixa iluminação;
- Acesso rápido a avenidas;
- Possibilidade de observar a rotina da vítima;
- Rotas alternativas de fuga.
O motociclista que circula por Santo Amaro ou por qualquer outra região movimentada deve evitar estacionar sempre no mesmo ponto e utilizar dispositivos adicionais de segurança.
Por que as motos populares são as mais roubadas?
Muitas pessoas acreditam que os criminosos procuram apenas motocicletas caras e esportivas.
Na prática, os modelos populares lideram os rankings.
Isso acontece principalmente pelos seguintes motivos.
Grande quantidade em circulação
Quanto maior a frota, maior a exposição.
Uma motocicleta com centenas de milhares de unidades nas ruas possui mais chances de aparecer em números absolutos do que um modelo raro.
Procura por peças
Modelos populares possuem grande demanda por manutenção.
Quando uma peça original é cara, algumas pessoas procuram componentes usados sem verificar a procedência.
Essa procura mantém o mercado clandestino ativo.
Facilidade de revenda
Uma moto conhecida e amplamente utilizada pode ser revendida mais rapidamente.
O veículo pode ser adulterado, transferido para outra região ou desmontado.
Utilização profissional
Motos utilizadas para entregas e serviços permanecem muitas horas nas ruas.
Quanto maior o tempo de circulação, maior é a exposição a situações de risco.
Uso em outros crimes
Motocicletas leves e ágeis podem ser usadas temporariamente para a prática de outros delitos.
Depois disso, podem ser abandonadas, desmontadas ou revendidas.
Motos novas são mais roubadas?
Entre os modelos abaixo de 500 cilindradas, as motocicletas mais novas concentraram uma parcela importante dos casos.
Motos com até dois anos de fabricação registraram 2.042 ocorrências no primeiro trimestre de 2026. Já aquelas com mais de dez anos tiveram 780 casos.
No segmento acima de 500 cilindradas, o cenário foi diferente.
As motos com mais de dez anos registraram 151 ocorrências, enquanto as de até dois anos tiveram 72 casos.
Isso demonstra que o interesse criminoso pode variar conforme a categoria.
Nas motos populares, veículos mais novos podem ser procurados pelo valor de revenda e pelas peças.
Nas motos premium, modelos antigos podem possuir componentes raros, caros e difíceis de encontrar.
Como reduzir o risco de roubo ou furto de moto em São Paulo
Nenhuma medida elimina completamente o risco. A melhor estratégia é criar diferentes camadas de proteção.
Use trava de disco
A trava de disco dificulta o movimento da roda.
Alguns modelos possuem alarme sonoro e são acionados quando a motocicleta é movimentada.
Entretanto, a trava não impede que a moto seja levantada e colocada em outro veículo.
Por isso, deve ser combinada com outros equipamentos.
Utilize corrente presa a um ponto fixo
Uma corrente de aço resistente pode dificultar o transporte da motocicleta.
Sempre que possível, prenda a moto a uma estrutura fixa e autorizada.
Não bloqueie calçadas, portões, acessos ou saídas de emergência.
Instale alarme
O alarme pode chamar atenção quando a motocicleta é movimentada sem autorização.
Alguns sistemas também oferecem bloqueio eletrônico.
A instalação deve ser realizada por profissional qualificado para evitar danos ao sistema elétrico.
Considere um rastreador
O rastreador pode fornecer:
- Localização em tempo real;
- Histórico de trajetos;
- Alerta de movimento;
- Cerca virtual;
- Detecção de ignição;
- Comunicação com central;
- Possibilidade de bloqueio remoto.
Antes da contratação, verifique a cobertura do sinal, o custo mensal e as condições do serviço.
Em caso de localização após o roubo, nunca tente recuperar a motocicleta sozinho.
Informe imediatamente a polícia e a empresa de rastreamento.
Prefira estacionamentos fechados
Estacionamentos com controle de entrada, câmeras e vigilância oferecem uma camada adicional de proteção.
Mesmo que exista cobrança, o valor pode ser pequeno em comparação com o prejuízo da perda do veículo.
Evite deixar a moto sempre no mesmo local
Uma rotina previsível pode facilitar a observação por criminosos.
Quando possível, alterne os pontos de estacionamento e evite deixar a motocicleta durante horas em locais isolados.
Escolha vias movimentadas
Durante a noite, prefira trajetos iluminados e com movimento.
Ruas vazias e sem estabelecimentos abertos podem aumentar a vulnerabilidade.
Não significa que vias movimentadas sejam totalmente seguras, mas a presença de pessoas e câmeras pode reduzir algumas oportunidades.
Observe se está sendo seguido
Se perceber uma movimentação suspeita, não vá diretamente para sua residência ou local de trabalho.
Procure um posto policial, estabelecimento movimentado, shopping, posto de combustível ou local com segurança.
Não confronte os suspeitos.
Não exponha sua rotina nas redes sociais
Evite divulgar publicamente:
- Horários de saída;
- Endereço;
- Local de trabalho;
- Trajetos;
- Onde a moto fica estacionada;
- Períodos de viagem;
- Imagens de documentos;
- Informações do rastreador.
Publicações aparentemente inofensivas podem revelar padrões importantes.
Não reaja em caso de roubo
Durante uma abordagem, priorize sua vida.
Evite movimentos bruscos, discussões ou tentativas de perseguição.
Mesmo quando o criminoso aparenta estar sozinho, pode haver outras pessoas dando cobertura.
Depois de chegar a um local seguro, comunique imediatamente a polícia.
Vale a pena contratar seguro para moto em São Paulo?
Para muitos proprietários, o seguro é uma das principais formas de reduzir o prejuízo financeiro.
O produto pode oferecer diferentes tipos de cobertura:
- Roubo e furto;
- Colisão;
- Incêndio;
- Perda total;
- Danos a terceiros;
- Assistência 24 horas;
- Guincho;
- Pane mecânica;
- Acidentes pessoais.
A cobertura exata depende do contrato.
A Superintendência de Seguros Privados recomenda que o consumidor leia as condições contratuais e verifique se o produto atende às suas necessidades antes da contratação. Também é importante confirmar se a seguradora está autorizada a funcionar.
Seguro e proteção veicular são a mesma coisa?
Não necessariamente.
A SUSEP alerta que associações e cooperativas podem oferecer produtos chamados de proteção veicular sem a mesma estrutura regulatória de uma seguradora.
Antes de contratar, o consumidor deve consultar se a empresa responsável está autorizada pela SUSEP e compreender exatamente qual produto está sendo oferecido.
O contrato deve explicar:
- Quais eventos estão cobertos;
- Situações de exclusão;
- Limite da indenização;
- Forma de cálculo;
- Existência de franquia;
- Prazo de atendimento;
- Documentos necessários;
- Regras para rastreador;
- Cobertura para terceiros;
- Assistências incluídas.
Por que o seguro de algumas motos é tão caro em São Paulo?
O preço do seguro depende de diversos fatores.
As empresas podem considerar:
- Modelo;
- Ano;
- Valor de mercado;
- Índice de roubos e furtos;
- CEP de residência;
- Região de circulação;
- Idade do condutor;
- Tempo de habilitação;
- Histórico de sinistros;
- Utilização profissional;
- Existência de garagem;
- Quilometragem;
- Custo das peças;
- Tipo de cobertura;
- Valor da franquia.
Uma mesma motocicleta pode apresentar preços muito diferentes para dois proprietários.
Por isso, a cotação deve ser individual.
Comprar uma moto que aparece no ranking é um mau negócio?
Não necessariamente.
Muitas das motocicletas mais roubadas também estão entre as mais econômicas, confiáveis e fáceis de manter.
O consumidor precisa analisar o conjunto.
Antes da compra, considere:
- Valor da motocicleta;
- Custo do seguro;
- Consumo;
- Manutenção;
- Preço das peças;
- Disponibilidade de garagem;
- Região de circulação;
- Finalidade de uso;
- Possibilidade de instalar rastreador;
- Valor de revenda.
O ranking deve ser utilizado como um indicador de atenção, e não como o único critério de compra.
O mercado ilegal de peças influencia os roubos?
Sim. A procura por peças sem procedência é um dos fatores que ajudam a manter os roubos e furtos de motocicletas.
Quando um consumidor compra um componente de origem desconhecida, pode financiar indiretamente novos crimes.
Sempre exija:
- Nota fiscal;
- Identificação do estabelecimento;
- Garantia;
- Comprovação de origem;
- Informações sobre o veículo de procedência;
- Compatibilidade da peça.
Desconfie de valores muito inferiores aos praticados no mercado.
Peças usadas podem ser compradas legalmente, desde que sejam comercializadas por empresas regulares e tenham origem comprovada.
O que fazer se a moto for roubada em São Paulo
Depois de uma abordagem:
- Vá para um local seguro;
- Ligue para a polícia;
- Informe a placa, o modelo e a cor;
- Registre o boletim de ocorrência;
- Avise a seguradora;
- Acione a empresa de rastreamento;
- Bloqueie cartões e celulares levados;
- Guarde protocolos;
- Informe possíveis testemunhas;
- Preserve imagens de câmeras.
Não tente perseguir os responsáveis.
O que fazer se a moto for furtada
Ao perceber o desaparecimento:
- Confirme se o veículo não foi removido;
- Verifique a sinalização da via;
- Procure câmeras em imóveis próximos;
- Comunique imediatamente a polícia;
- Registre o boletim de ocorrência;
- Acione o rastreador;
- Informe a seguradora;
- Reúna documentos e imagens;
- Converse com testemunhas;
- Não tente recuperar a moto sozinho.
A rapidez da comunicação pode ajudar na localização.
Quais informações colocar no boletim de ocorrência?
Informe o máximo de dados possível:
- Placa;
- Marca;
- Modelo;
- Ano;
- Cor;
- Número do chassi, quando disponível;
- Local da ocorrência;
- Horário aproximado;
- Características dos envolvidos;
- Sentido de fuga;
- Uso de armas;
- Veículos utilizados;
- Objetos levados;
- Informações do rastreador;
- Câmeras existentes;
- Dados de testemunhas.
Não invente informações das quais não tenha certeza.
Cuidado com golpes depois do roubo
Depois que a placa da motocicleta é publicada nas redes sociais, golpistas podem entrar em contato afirmando saber onde o veículo está.
Eles podem exigir pagamento para supostamente devolver a moto.
Não transfira dinheiro e não marque encontros.
Informe a tentativa à polícia.
Também não forneça:
- Senhas;
- Códigos recebidos por SMS;
- Dados bancários;
- Endereço residencial;
- Documentos completos;
- Acesso ao aplicativo do rastreador.
As motos mais roubadas em São Paulo em 2026 são, principalmente, modelos populares e amplamente utilizados no transporte urbano.
A Honda CG 160 continua na liderança com ampla diferença, seguida pela Honda CG 150, Honda XRE 300, Yamaha XTZ 250 e Yamaha Fazer 250.
O levantamento do primeiro trimestre mostra uma redução de aproximadamente 22% no total de ocorrências na Região Metropolitana em comparação com 2025. Apesar da melhora, foram registrados 5.857 casos em apenas três meses.
O crescimento da participação dos furtos reforça a necessidade de cuidados enquanto a moto está estacionada.
Utilizar trava de disco, corrente, alarme, rastreador e estacionamento monitorado pode dificultar a ação dos criminosos.
Para reduzir o prejuízo financeiro, o proprietário também pode avaliar a contratação de um seguro adequado ao seu perfil.
Em qualquer situação de roubo, a prioridade deve ser preservar a vida.
Não reaja, não persiga os criminosos e não tente recuperar a motocicleta utilizando apenas a localização do rastreador.
A combinação de atenção, equipamentos de segurança e proteção financeira continua sendo a estratégia mais eficiente para quem circula de moto em São Paulo.
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Perguntas frequentes
Perguntas frequentes sobre as motos mais roubadas em São Paulo em 2026
Qual é a moto mais roubada em São Paulo em 2026?
A Honda CG 160 lidera o ranking. O modelo registrou 1.968 ocorrências de roubo ou furto na Região Metropolitana durante o primeiro trimestre de 2026.
Quais são as dez motos mais roubadas em São Paulo?
Honda CG 160, Honda CG 150, Honda XRE 300, Yamaha XTZ 250, Yamaha Fazer 250, Honda CB 300 Twister, Honda PCX 150, Honda NXR 160 Bros, TVS Sport 110 e Honda CG 125.
Quantas motos foram roubadas ou furtadas na Grande São Paulo em 2026?
Foram registradas 5.857 ocorrências no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento referente à Região Metropolitana.
Os roubos de motos aumentaram ou diminuíram?
O total combinado de roubos e furtos caiu aproximadamente 22% na Região Metropolitana no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025.
Os furtos aumentaram?
A participação dos furtos aumentou entre as motos abaixo de 500 cilindradas. Eles representaram 74,35% das ocorrências no primeiro trimestre de 2026.
Por que a Honda CG 160 é tão roubada?
A CG 160 possui grande quantidade de unidades em circulação, ampla procura por peças, facilidade de revenda e uso intenso por trabalhadores.
Qual é a moto de alta cilindrada mais roubada em São Paulo?
A Honda CB 500 apareceu como a moto acima de 500 cilindradas com mais ocorrências no primeiro trimestre de 2026, com 33 registros.
A Honda XRE 300 é muito roubada?
Sim. A XRE 300 ficou na terceira posição do ranking de motos abaixo de 500 cilindradas, com 201 ocorrências.
A Yamaha Fazer 250 continua sendo visada?
Sim, mas houve redução. O modelo passou de 350 ocorrências no primeiro trimestre de 2025 para 183 no mesmo período de 2026.
A Honda PCX é roubada?
Sim. A Honda PCX 150 apareceu entre as dez mais visadas, com 161 ocorrências no primeiro trimestre.
Motos antigas também são roubadas?
Sim. A Honda CG 150 e a Honda CG 125 aparecem no ranking, principalmente por causa da grande frota e da demanda por peças.
Qual região de São Paulo teve mais roubos e furtos de motos?
Santo Amaro apareceu com o maior número de ocorrências no primeiro trimestre de 2026, totalizando 117 casos.
Quais bairros exigem mais atenção?
Além de Santo Amaro, apareceram Barra Funda, Tatuapé, Santana, Freguesia do Ó, Capão Redondo, Campo Limpo e Grajaú.
Trava de disco impede o furto?
A trava dificulta a movimentação da motocicleta, mas não oferece garantia absoluta. O ideal é combiná-la com corrente, alarme, rastreador e estacionamento seguro.
Rastreador substitui o seguro?
Não. O rastreador auxilia na localização. O seguro oferece proteção financeira conforme as coberturas contratadas.
Posso recuperar a moto usando a localização do rastreador?
Não é recomendado. Informe a localização à polícia e à central responsável pelo equipamento.
Seguro contra roubo e furto vale a pena?
Pode valer principalmente para quem depende da motocicleta para trabalhar ou não conseguiria arcar com a reposição do veículo.
Uma moto muito roubada tem seguro mais caro?
O índice de ocorrências pode influenciar, mas o preço também depende do CEP, perfil do condutor, utilização, garagem, valor da moto e cobertura escolhida.
Vale a pena deixar a moto na calçada?
Não. Além da possibilidade de infração, o local pode facilitar o furto. Prefira estacionamentos autorizados e monitorados.
Comprar uma moto muito roubada é um erro?
Não necessariamente. O proprietário deve considerar custo, consumo, manutenção, seguro e condições de segurança disponíveis.
O que fazer primeiro depois do roubo?
Vá para um local seguro, comunique a polícia, registre a ocorrência e acione a seguradora e o rastreamento.