Volkswagen Gol, Fiat Strada, Fiat Palio e Hyundai HB20 estão entre os modelos com mais registros de roubo e furto na base de veículos segurados em Minas Gerais. Levantamento divulgado em 2026 também revela que modelos menos comuns podem apresentar riscos proporcionalmente maiores.
O roubo e o furto de veículos continuam sendo uma preocupação para motoristas de Minas Gerais, especialmente para quem utiliza o automóvel diariamente para trabalhar, estudar ou se deslocar pelos grandes centros urbanos. Embora a criminalidade varie conforme a região, o modelo do carro e as circunstâncias de circulação, algumas características ajudam a explicar por que determinados veículos aparecem com frequência nas estatísticas.
O ranking dos carros mais roubados em Minas Gerais, divulgado em junho de 2026 com base em informações da Superintendência de Seguros Privados (Susep), coloca o Volkswagen Gol 1.0 na primeira posição em quantidade de sinistros entre os veículos segurados considerados. Na sequência aparecem Fiat Strada, Fiat Palio 1.0, Hyundai HB20 e Fiat Uno 1.0.
Entretanto, a liderança em números absolutos não significa necessariamente que o Gol seja o veículo com maior probabilidade individual de ser roubado ou furtado. A análise exige considerar a quantidade de automóveis segurados, a exposição ao risco e as diferenças entre os modelos.
O cenário também merece atenção de quem pretende comprar um carro usado ou contratar um seguro automotivo. Conhecer os índices de criminalidade pode ajudar o consumidor a avaliar os custos de proteção, escolher dispositivos de segurança e entender melhor os fatores que influenciam o preço da apólice.
Nesta reportagem, apresentamos os modelos com mais sinistros registrados na base analisada, as diferenças entre os rankings, o papel das estatísticas oficiais e as principais medidas para reduzir a exposição ao roubo e ao furto de veículos.
Quais são os carros mais roubados em Minas Gerais em 2026?
O levantamento publicado pelo jornal O Tempo em 30 de junho de 2026, com base em dados da Susep, apresenta uma classificação dos veículos segurados com maior quantidade de sinistros de roubo e furto em Minas Gerais.
O estudo considera informações do mercado segurador, e não todos os boletins de ocorrência registrados pelas autoridades policiais. Portanto, os números representam o universo analisado pela Susep e não devem ser interpretados como o total de veículos roubados ou furtados no estado durante o ano de 2026.
Ranking dos 20 modelos com mais sinistros de roubo e furto em Minas Gerais
| Posição | Modelo | Sinistros | IVR |
|---|---|---|---|
| 1º | Volkswagen Gol 1.0 | 1.175 | 4,34% |
| 2º | Fiat Strada | 1.142 | 4,24% |
| 3º | Fiat Palio 1.0 | 1.113 | 5,25% |
| 4º | Hyundai HB20 | 979 | 3,63% |
| 5º | Fiat Uno 1.0 | 909 | 4,81% |
| 6º | Chevrolet Onix | 785 | 2,02% |
| 7º | Ford Ka 1.0 | 730 | 3,66% |
| 8º | Toyota Hilux | 713 | 4,88% |
| 9º | Chevrolet S10 | 711 | 6,21% |
| 10º | Toyota Corolla | 626 | 2,52% |
| 11º | Volkswagen Fox acima de 1.0 | 618 | 3,45% |
| 12º | Volkswagen Saveiro | 594 | 3,96% |
| 13º | Ford Fiesta acima de 1.0 | 592 | 4,42% |
| 14º | Chevrolet Celta 1.0 | 524 | 6,42% |
| 15º | Volkswagen Voyage | 502 | 4,01% |
| 16º | Honda Fit | 491 | 3,74% |
| 17º | Chevrolet Corsa | 479 | 6,61% |
| 18º | Fiat Palio acima de 1.0 | 458 | 4,42% |
| 19º | Renault Sandero | 457 | 4,34% |
| 20º | Volkswagen Gol acima de 1.0 | 450 | 3,28% |
Fonte: levantamento da Susep divulgado pelo jornal O Tempo em 30 de junho de 2026. Os valores correspondem à base de veículos segurados utilizada no levantamento. A publicação não identifica, na tabela reproduzida, um período inicial e final específico para os sinistros.
O ranking revela uma característica importante do mercado automotivo mineiro: automóveis populares e utilitários amplamente utilizados aparecem entre os modelos com mais registros.
A grande presença desses veículos na frota ajuda a explicar parte do volume de ocorrências. Contudo, fatores como demanda por peças de reposição, circulação em áreas de maior risco e características de segurança também precisam ser considerados.
É importante destacar que a tabela reúne roubo e furto, sem separar as duas modalidades. Consequentemente, não é correto afirmar que todos os sinistros apresentados envolveram violência ou ameaça aos proprietários.
Por que o Volkswagen Gol aparece em primeiro lugar?
O Volkswagen Gol permanece como um dos automóveis mais conhecidos do mercado brasileiro, mesmo após o encerramento de sua produção em 2022.
Durante décadas, o modelo foi utilizado como carro familiar, veículo de trabalho e alternativa de transporte individual. Sua longa trajetória comercial contribuiu para formar uma grande frota em circulação.
Essa presença expressiva é um fator relevante para interpretar o primeiro lugar no ranking mineiro.
No levantamento analisado, o Gol 1.0 contabiliza 1.175 sinistros, com Índice de Veículos Roubados de 4,34%. O resultado indica que o modelo apresenta volume elevado de ocorrências dentro da base segurada, mas não possui o maior índice proporcional da pesquisa.
Outro aspecto importante é o mercado de manutenção. Veículos produzidos em grande escala possuem ampla utilização de componentes mecânicos, elétricos e de acabamento.
Em termos gerais, a comercialização irregular de peças pode funcionar como incentivo econômico para delitos patrimoniais envolvendo automóveis. Isso não significa, porém, que todos os roubos e furtos de Gol estejam associados ao desmonte clandestino.
A condição do veículo também precisa ser considerada. Automóveis de gerações diferentes podem apresentar sistemas de segurança distintos, incluindo imobilizadores, alarmes e recursos eletrônicos de proteção.
Por isso, dois exemplares do mesmo modelo podem ter níveis de proteção diferentes.
Para o proprietário, a principal conclusão é que o Gol não deve ser considerado automaticamente inseguro por liderar uma lista de ocorrências. A avaliação precisa levar em conta ano, versão, local de circulação, equipamentos instalados e possibilidade de contratação de seguro.
Fiat Strada: a presença das picapes entre os veículos mais visados
A Fiat Strada ocupa a segunda posição na classificação, com 1.142 sinistros e índice de 4,24%.
A presença da picape entre os primeiros colocados demonstra que o problema não está restrito aos automóveis compactos destinados ao transporte de passageiros.
A Strada possui utilização diversificada. É encontrada em deslocamentos urbanos, propriedades rurais, atividades comerciais, serviços de entrega e pequenos negócios.
Em Minas Gerais, onde existem importantes atividades agropecuárias, industriais, comerciais e de prestação de serviços, veículos utilitários desempenham papel relevante na mobilidade e no transporte de mercadorias.
A diversidade de usos pode aumentar a exposição do automóvel a diferentes ambientes e rotinas de estacionamento.
Além disso, picapes frequentemente transportam equipamentos, ferramentas e objetos de trabalho, o que exige cuidados adicionais.
É importante não confundir furto de objetos deixados na caçamba com furto do próprio automóvel. São ocorrências distintas e precisam ser avaliadas separadamente.
Na hora de contratar um seguro para a Strada, o motorista deve informar corretamente a finalidade de utilização. Um veículo usado exclusivamente para deslocamentos particulares pode apresentar características de risco diferentes de outro empregado diariamente em atividades profissionais.
O uso comercial também pode influenciar a contratação e as condições da apólice.
Fiat Palio e Uno continuam presentes nas estatísticas
O Fiat Palio 1.0 ocupa a terceira colocação, enquanto o Fiat Uno 1.0 aparece em quinto.
Ambos construíram uma trajetória importante no mercado brasileiro, especialmente entre consumidores que buscavam manutenção acessível, economia de combustível e soluções práticas para deslocamentos cotidianos.
O Palio 1.0 aparece com 1.113 sinistros e índice de 5,25%. Já o Uno 1.0 registra 909 sinistros e IVR de 4,81%.
Embora tenham deixado de ser produzidos, os dois modelos continuam presentes no mercado de veículos usados.
Essa situação exige uma avaliação cuidadosa de quem pretende adquirir um exemplar.
Um carro mais antigo não é necessariamente mais vulnerável ao furto. Entretanto, versões com sistemas de segurança limitados podem exigir medidas adicionais de proteção.
Outro ponto está relacionado ao histórico de manutenção e conservação.
Falhas em fechaduras, vidros, alarmes e mecanismos de travamento podem aumentar a exposição a determinadas situações de risco.
Antes de comprar um Palio ou Uno usado, vale verificar as condições dos sistemas de segurança, a procedência do veículo e sua documentação.
A contratação de uma cobertura contra roubo e furto também merece consideração, especialmente quando o automóvel representa uma parcela significativa do patrimônio familiar.
Hyundai HB20 e Chevrolet Onix: modelos modernos também aparecem no ranking
A presença do Hyundai HB20 na quarta posição e do Chevrolet Onix na sexta demonstra que a criminalidade automotiva não atinge apenas veículos antigos.
O HB20 soma 979 sinistros na base analisada, enquanto o Onix apresenta 785.
No entanto, existe uma diferença relevante nos índices proporcionais.
O HB20 registra IVR de 3,63%, contra 2,02% do Onix.
Esses números mostram por que a quantidade absoluta de ocorrências não deve ser utilizada isoladamente para classificar o risco de determinado automóvel.
O Onix possui maior base de veículos segurados expostos no levantamento, circunstância que influencia o resultado proporcional.
Outro aspecto importante envolve a evolução tecnológica.
Sistemas eletrônicos de segurança, chaves codificadas e imobilizadores podem dificultar determinadas modalidades de subtração. Isso não elimina completamente a possibilidade de roubo ou furto.
Mesmo um veículo equipado com recursos modernos pode ficar exposto em situações de abordagem criminosa, estacionamento inadequado ou vulnerabilidades específicas.
Para os proprietários desses modelos, a proteção deve combinar tecnologia, cuidados cotidianos e cobertura securitária compatível com o valor do automóvel.
Toyota Hilux e Chevrolet S10: atenção às picapes de maior valor
As picapes médias também possuem representação expressiva no levantamento.
A Toyota Hilux aparece na oitava posição, com 713 sinistros e índice de 4,88%. Logo depois está a Chevrolet S10, com 711 sinistros e IVR de 6,21%.
A proximidade na quantidade de ocorrências contrasta com a diferença entre os índices proporcionais.
Esse resultado merece atenção porque demonstra que veículos com volumes semelhantes de sinistros podem apresentar exposições relativas distintas.
Picapes médias geralmente representam investimentos financeiros elevados e são utilizadas em ambientes variados.
Algumas circulam predominantemente em cidades, enquanto outras enfrentam estradas, áreas rurais e deslocamentos de longa distância.
O proprietário precisa considerar também o custo de reposição do veículo em caso de perda total.
Mesmo quando existe seguro, diferenças entre cobertura contratada, valor de indenização, acessórios declarados e condições gerais podem afetar o resultado financeiro após um sinistro.
Por isso, quem utiliza uma Hilux ou S10 para trabalho deve avaliar não apenas o preço do seguro, mas também suas condições de cobertura e a necessidade de assistência adequada.
Ranking por índice de risco: quais modelos apresentam os maiores percentuais?
Uma segunda classificação ajuda a compreender a diferença entre frequência absoluta e risco proporcional.
O Índice de Veículos Roubados, conhecido pela sigla IVR, é calculado com base na quantidade de sinistros de roubo ou furto em relação ao número de veículos segurados expostos na região analisada.
Nesse ranking, alguns modelos pouco presentes nas ruas aparecem à frente dos automóveis populares.
Confira os dez primeiros colocados no levantamento divulgado em junho de 2026.
| Posição | Modelo ou categoria | IVR |
|---|---|---|
| 1º | Troller T4 | 17,88% |
| 2º | Chrysler, todos os modelos agrupados | 15,51% |
| 3º | Renault, categoria outros | 14,65% |
| 4º | Hyundai Azera | 13,68% |
| 5º | Fiat Freemont | 13,46% |
| 6º | Jeep Cherokee | 13,31% |
| 7º | Mercedes-Benz Classe A | 12,16% |
| 8º | Dodge Journey | 11,44% |
| 9º | Land Rover Freelander | 11,04% |
| 10º | Volkswagen Passat | 10,95% |
A diferença entre as duas classificações é expressiva.
Enquanto o Gol lidera em número absoluto de sinistros, o Troller T4 apresenta o maior índice proporcional nessa seleção.
O Troller registra 84 sinistros em uma base exposta de aproximadamente 470 veículos segurados, de acordo com o levantamento.
É necessário ter cautela ao interpretar esse resultado. Bases reduzidas podem gerar índices mais sensíveis a pequenas variações no número de ocorrências.
Além disso, algumas categorias agregam diferentes veículos de uma mesma marca, impedindo a comparação direta com modelos identificados individualmente.
O IVR também não representa uma previsão exata da probabilidade de um determinado proprietário sofrer um crime durante o próximo ano.
Trata-se de uma medida estatística baseada na carteira segurada e nas condições do período observado.
Roubo e furto de veículos: entenda as diferenças
Embora frequentemente apareçam juntos nas notícias e nas estatísticas do setor automotivo, roubo e furto são crimes diferentes.
O furto ocorre quando existe subtração de um bem sem violência ou grave ameaça contra a pessoa.
Um exemplo é o desaparecimento de um automóvel que estava estacionado regularmente em uma via pública.
O roubo, por sua vez, envolve violência ou grave ameaça, conforme as circunstâncias previstas na legislação penal.
Uma abordagem na qual o motorista é ameaçado e obrigado a entregar o automóvel pode caracterizar roubo.
Essa distinção é relevante para compreender os dados da segurança pública e também para analisar as condições de um contrato de seguro.
No Brasil, as definições jurídicas estão previstas nos artigos 155 e 157 do Código Penal.
É importante ressaltar que nem todas as apólices oferecem exatamente as mesmas coberturas, exclusões e condições de indenização.
Por isso, o consumidor deve verificar se o contrato contempla roubo e furto e quais situações estão expressamente previstas.
A classificação definitiva de uma ocorrência depende da apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
Como está a situação dos furtos de veículos em Minas Gerais?
Os dados de segurança pública permitem observar outra dimensão do problema: a evolução das ocorrências registradas no estado.
Conforme informações atribuídas à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), divulgadas em reportagem de 2026, o estado registrou 10.214 furtos de veículos entre janeiro e junho daquele ano.
No mesmo intervalo de 2025, foram contabilizados 12.158 registros.
A comparação representa uma redução aproximada de 16% no primeiro semestre de 2026.
O resultado indica melhora no indicador específico de furto de veículos no período analisado, mas não autoriza concluir que todas as modalidades de criminalidade automotiva apresentaram a mesma tendência.
Roubo e furto possuem características próprias e devem ser examinados separadamente.
Também é necessário considerar que estatísticas podem sofrer revisões à medida que os sistemas oficiais são atualizados.
Para acompanhar o cenário, a Sejusp disponibiliza informações por município e outros recortes territoriais.
Esses indicadores são úteis para compreender a distribuição dos crimes e avaliar mudanças ao longo do tempo.
Já a identificação dos modelos proporcionalmente mais atingidos exige dados adicionais, como os levantamentos da Susep.
Belo Horizonte e Região Metropolitana: o que influencia os riscos?
Belo Horizonte concentra importantes atividades econômicas, comerciais, educacionais e administrativas de Minas Gerais.
A capital também está integrada a municípios como Contagem, Betim, Ribeirão das Neves e Santa Luzia, formando uma área de intensa circulação de pessoas e veículos.
Essa dinâmica gera diferentes padrões de deslocamento, incluindo trajetos diários para o trabalho, movimentação de mercadorias e utilização de automóveis particulares.
Na análise da criminalidade, porém, é inadequado apontar um bairro como o mais perigoso sem apresentar registros oficiais correspondentes ao período estudado.
A quantidade de ocorrências depende de vários fatores, incluindo tamanho da frota, circulação de veículos e características locais.
Uma região com muitos automóveis estacionados pode apresentar elevado número absoluto de furtos sem necessariamente possuir o maior risco proporcional.
O mesmo raciocínio se aplica aos municípios.
Comparar apenas o total de registros de Belo Horizonte com uma cidade de população menor pode produzir conclusões equivocadas.
Para uma avaliação mais completa, é necessário observar indicadores padronizados, períodos equivalentes e informações sobre a frota.
No cotidiano, motoristas que circulam pela capital e pela Região Metropolitana devem redobrar a atenção às condições de estacionamento, aos locais de parada e à segurança dos trajetos.
A prevenção não depende exclusivamente da região escolhida, mas de um conjunto de medidas adotadas regularmente.
Por que determinados carros são mais visados por criminosos?
Não existe uma explicação única para a presença de um modelo nas estatísticas de roubo e furto.
O primeiro fator é a quantidade de veículos em circulação.
Automóveis populares, vendidos em grandes volumes durante muitos anos, podem acumular mais registros simplesmente porque possuem maior presença nas ruas.
Outro elemento é o mercado de reposição de componentes.
Peças de determinados modelos apresentam ampla demanda de manutenção, o que pode favorecer a atuação de mercados clandestinos.
Entretanto, a demanda por peças não deve ser utilizada como justificativa automática para cada ocorrência. Os crimes podem envolver diferentes motivações e circunstâncias.
A exposição cotidiana também exerce influência.
Um veículo que permanece estacionado em vias públicas por períodos prolongados enfrenta condições diferentes de outro que fica regularmente em garagem controlada.
Há ainda questões relacionadas à tecnologia.
Sistemas de proteção variam conforme fabricante, ano de fabricação e versão. Modelos de uma mesma família podem oferecer equipamentos diferentes.
O comportamento do proprietário, a rotina de utilização e as características da região completam esse conjunto de fatores.
Na prática, a avaliação precisa considerar o contexto e não apenas o nome do veículo.
Ter um carro entre os mais roubados significa pagar seguro mais caro?
Nem sempre.
O histórico de roubo e furto pode integrar a avaliação de risco das seguradoras, mas o preço do seguro automotivo depende de diferentes informações.
Entre os elementos que podem influenciar uma cotação estão o perfil do condutor, a região de circulação, o local de pernoite, o uso do veículo, seu valor e as coberturas contratadas.
As seguradoras também utilizam modelos próprios de precificação e informações estatísticas que podem variar entre empresas.
Por esse motivo, duas pessoas proprietárias do mesmo automóvel podem receber propostas bastante diferentes.
Da mesma forma, um veículo com muitos sinistros em números absolutos não será necessariamente o mais caro para segurar.
O índice proporcional pode fornecer uma referência adicional, mas não determina isoladamente o prêmio.
É importante observar ainda as diferenças entre seguro compreensivo, cobertura específica contra roubo e furto e produtos que oferecem proteções limitadas.
Uma opção mais barata pode deixar determinados danos ou situações sem cobertura.
O consumidor deve comparar o custo total com o nível de proteção efetivamente contratado.
Vale a pena contratar seguro somente contra roubo e furto?
Para determinados perfis, a cobertura específica de roubo e furto pode representar uma alternativa ao seguro mais abrangente.
Essa modalidade costuma ser considerada por proprietários que desejam proteção contra a perda do automóvel em situações previstas no contrato, mas não pretendem contratar todas as coberturas tradicionais.
Entretanto, existem limitações importantes.
Uma apólice restrita a roubo e furto pode não contemplar colisões, danos ao próprio veículo decorrentes de acidentes, enchentes ou outras situações.
Também é necessário verificar como funciona a indenização quando o automóvel é recuperado após o crime.
Dependendo das condições contratadas, o tratamento de danos, recuperação e caracterização da perda total pode variar.
Por isso, a escolha não deve ser feita exclusivamente com base no valor mensal ou anual.
O proprietário precisa analisar quanto perderia financeiramente caso o veículo fosse roubado, furtado ou sofresse outro evento não coberto.
Para quem depende do carro como instrumento de trabalho, a interrupção da mobilidade também pode provocar despesas indiretas.
Uma boa comparação considera preço, coberturas, exclusões, assistência e condições de indenização.
Como proteger o carro contra roubo e furto em Minas Gerais?
A prevenção envolve medidas simples, mas que devem ser adotadas de maneira consistente.
Nenhum equipamento oferece proteção absoluta contra a criminalidade. Ainda assim, reduzir oportunidades e dificultar a subtração pode melhorar as condições de segurança.
Escolha locais de estacionamento com atenção
Sempre que possível, prefira estacionamentos regularizados, com controle de acesso, iluminação adequada e procedimentos de segurança.
Ao utilizar vias públicas, observe as condições do ambiente e evite deixar o automóvel em locais isolados por períodos prolongados.
O pagamento por estacionamento, entretanto, não constitui garantia de que um crime não ocorrerá.
Verifique travas, vidros e alarmes
Antes de se afastar, confirme que portas e vidros estão efetivamente fechados.
Em veículos com travamento remoto, é recomendável observar se o comando foi executado corretamente.
Alarmes e bloqueadores podem complementar a proteção, desde que sejam compatíveis com o automóvel e instalados adequadamente.
Considere dispositivos de rastreamento
Rastreadores permitem localizar o veículo em determinadas condições e podem auxiliar nos procedimentos de recuperação.
Sua eficiência depende da tecnologia utilizada, das condições de funcionamento, da cobertura de comunicação e da atuação das autoridades.
O proprietário não deve tentar recuperar um veículo por conta própria ao receber uma localização.
Não deixe objetos visíveis
Bolsas, celulares, notebooks e outros objetos deixados à vista podem atrair tentativas de invasão.
Mesmo quando o objetivo inicial é furtar um objeto, o episódio pode resultar em danos ao veículo.
Manter o interior organizado e evitar a exposição de itens valiosos ajuda a reduzir oportunidades.
Priorize a segurança pessoal
Em caso de abordagem com ameaça, a preservação da vida deve ser a prioridade.
Não tente reagir ou perseguir criminosos.
Após estar em segurança, procure as autoridades e forneça as informações necessárias para o registro da ocorrência.
O que fazer se o carro for roubado ou furtado?
A primeira providência é buscar um local seguro.
Em situações de emergência ou quando houver risco imediato, o acionamento da Polícia Militar pelo telefone 190 pode ser necessário.
Em seguida, deve ser realizado o registro da ocorrência pelos canais disponibilizados pelas autoridades competentes.
O proprietário deve reunir informações como placa, marca, modelo, cor, local aproximado e horário do desaparecimento.
Caso tenha seguro, é importante comunicar o sinistro à seguradora o quanto antes, seguindo os procedimentos contratuais.
A empresa poderá solicitar documentos específicos, incluindo boletim de ocorrência e informações do automóvel.
Se existir um sistema de rastreamento, a central responsável também poderá ser informada.
Outro cuidado é preservar documentos, comprovantes e registros relacionados ao episódio.
Se o automóvel for recuperado, a seguradora e as autoridades devem ser comunicadas conforme os procedimentos aplicáveis.
A indenização depende da modalidade contratada e das condições previstas na apólice.
Como verificar se um carro usado possui histórico de roubo ou furto?
A compra de um automóvel usado exige atenção à procedência.
Antes de concluir a negociação, o interessado deve conferir os dados de identificação do veículo e verificar se existem restrições administrativas ou policiais disponíveis para consulta.
A placa, o número do chassi e as informações do documento precisam ser compatíveis.
A consulta a serviços oficiais, incluindo os canais da Secretaria Nacional de Trânsito e dos órgãos estaduais, pode auxiliar na identificação de determinadas restrições.
Também é recomendável avaliar o histórico documental e realizar uma vistoria apropriada.
Um veículo recuperado de roubo ou furto não deve ser automaticamente tratado como irregular. Sua condição depende dos registros existentes, da regularização e da documentação.
Por outro lado, restrições não esclarecidas, sinais de adulteração ou divergências de identificação exigem investigação antes da compra.
O consumidor deve ter cuidado com anúncios que apresentem preços muito abaixo das referências de mercado sem explicação verificável.
Uma negociação segura depende de documentação consistente e identificação adequada do vendedor.
Como consultar as estatísticas oficiais de veículos roubados em Minas Gerais?
Existem duas fontes especialmente relevantes para o acompanhamento do assunto.
A primeira é a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, que divulga informações sobre ocorrências criminais registradas no estado.
Esses dados permitem acompanhar a evolução de roubos e furtos, observar diferenças entre municípios e analisar períodos determinados.
A segunda é a Superintendência de Seguros Privados, responsável pela disponibilização do Índice de Veículos Roubados.
Esse indicador utiliza informações do mercado segurador e permite comparar a quantidade de sinistros em relação à exposição dos veículos segurados.
As duas fontes cumprem funções distintas.
Os registros da segurança pública ajudam a compreender a dimensão territorial da criminalidade, enquanto os dados securitários oferecem referências sobre modelos e exposição ao risco dentro da população segurada.
Nenhuma dessas bases deve ser interpretada sem considerar sua metodologia.
Também é importante verificar a data de referência das informações e evitar comparar levantamentos com períodos diferentes como se fossem diretamente equivalentes.
Qual é o melhor caminho para quem pretende comprar um carro em Minas Gerais?
O ranking de roubos e furtos pode ser utilizado como um dos critérios de decisão, mas não deve determinar sozinho a escolha.
Um consumidor que procura um carro econômico para deslocamentos urbanos precisa considerar manutenção, consumo, disponibilidade de peças, segurança, desvalorização e custo do seguro.
Quem pretende adquirir uma picape para trabalho deverá avaliar capacidade de carga, utilização diária, despesas operacionais e eventuais exigências da seguradora.
A cotação do seguro antes da compra é uma medida especialmente importante.
Ela permite estimar parte do custo de propriedade e comparar modelos que, embora tenham preços semelhantes no mercado, podem apresentar despesas de proteção diferentes.
Outro cuidado é verificar a disponibilidade de coberturas.
A existência de uma proposta de seguro não significa que todas as empresas aceitarão o veículo nas mesmas condições.
Ao combinar informações de segurança pública, dados do mercado segurador e características do automóvel, o consumidor consegue tomar uma decisão mais fundamentada.
Perguntas frequentes sobre os carros mais roubados em Minas Gerais
1. Qual é o carro mais roubado em Minas Gerais em 2026?
O Volkswagen Gol 1.0 lidera o levantamento de sinistros de roubo e furto de veículos segurados divulgado em junho de 2026, com 1.175 registros na base analisada. Isso não significa que seja o veículo com maior risco proporcional nem que todos os casos tenham ocorrido exclusivamente em 2026.
2. Quais são os cinco carros com mais registros de roubo e furto em MG?
Os cinco primeiros colocados no levantamento são Volkswagen Gol 1.0, Fiat Strada, Fiat Palio 1.0, Hyundai HB20 e Fiat Uno 1.0.
3. Qual é o carro com maior índice proporcional de roubo e furto em Minas Gerais?
No levantamento divulgado em junho de 2026, o Troller T4 aparece com o maior IVR entre os veículos considerados, registrando 17,88%. O índice corresponde à base segurada analisada e exige cautela por envolver uma quantidade relativamente pequena de veículos expostos.
4. O Chevrolet Onix está entre os carros mais roubados de Minas Gerais?
O Chevrolet Onix aparece na sexta posição em quantidade de sinistros, com 785 registros. Seu IVR de 2,02% é inferior ao de diversos outros modelos presentes no ranking.
5. O Hyundai HB20 é muito visado em Minas Gerais?
O HB20 aparece na quarta posição em número absoluto de sinistros, com 979 registros no levantamento. Para avaliar o risco de um proprietário específico, é necessário considerar também a exposição e outras características do veículo.
6. Qual é a diferença entre roubo e furto de carro?
O furto corresponde à subtração sem violência ou grave ameaça contra a pessoa. O roubo envolve violência ou grave ameaça, conforme a definição legal e as circunstâncias do crime.
7. O seguro cobre carro furtado?
Depende da cobertura contratada. Apólices que incluem proteção contra furto podem oferecer indenização nas condições previstas no contrato. O consumidor deve conferir os riscos cobertos e eventuais exclusões.
8. Carros antigos são mais fáceis de furtar?
Não é possível generalizar. O nível de proteção depende dos equipamentos de segurança, da conservação, do ano e da versão. Alguns automóveis antigos possuem recursos mais limitados, mas isso não significa que todos sejam necessariamente mais vulneráveis.
9. A Fiat Strada está entre os veículos mais roubados de MG?
Sim. A Strada ocupa a segunda posição em quantidade de sinistros na base analisada, com 1.142 registros de roubo e furto.
10. A Toyota Hilux aparece no ranking de Minas Gerais?
Sim. A Toyota Hilux aparece na oitava posição, com 713 sinistros e índice de 4,88%.
11. O Chevrolet Celta tem índice elevado de roubo e furto?
No levantamento consultado, o Celta 1.0 registra IVR de 6,42%, superior ao de vários modelos que apresentam maior quantidade absoluta de sinistros.
12. O lugar onde o carro fica estacionado influencia no seguro?
Pode influenciar. As seguradoras consideram diferentes informações na análise do risco, e o local de utilização ou pernoite pode integrar os critérios de cotação.
13. Rastreador substitui o seguro automotivo?
Não. O rastreador é uma ferramenta de localização e pode auxiliar na recuperação. O seguro é um contrato que oferece proteção financeira nos eventos e nas condições cobertas.
14. Como descobrir se um veículo possui restrição de roubo ou furto?
É possível consultar informações oficiais disponíveis pelos órgãos de trânsito e segurança pública, utilizando os dados exigidos por cada serviço. Antes da compra, também é recomendável realizar uma análise documental e uma vistoria.
15. Vale a pena fazer seguro de um carro popular?
A decisão depende do valor do automóvel, da capacidade financeira do proprietário e do custo da cobertura. Mesmo veículos populares podem representar uma perda patrimonial importante em caso de roubo ou furto.
Conclusão: conhecer o ranking ajuda, mas a prevenção continua essencial
O ranking dos carros mais roubados em Minas Gerais revela a presença expressiva de modelos populares e utilitários nas estatísticas de sinistros do mercado segurador.
Volkswagen Gol, Fiat Strada, Fiat Palio, Hyundai HB20 e Fiat Uno estão entre os veículos com mais registros na base divulgada em 2026.
Entretanto, a análise proporcional mostra outra realidade: automóveis menos comuns, como Troller T4 e Hyundai Azera, também podem apresentar índices elevados.
A principal conclusão é que não existe uma relação automática entre popularidade e risco individual.
O consumidor precisa observar a metodologia das estatísticas, as características do veículo, sua região de circulação e as alternativas de proteção disponíveis.
Além dos cuidados cotidianos, a contratação de um seguro adequado pode ajudar a reduzir o impacto financeiro de um roubo ou furto.
Antes de decidir, vale comparar as coberturas, verificar exclusões contratuais e avaliar se a indenização prevista atende às necessidades do proprietário.
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Fontes e metodologia
Este conteúdo utiliza como referência informações divulgadas até 16 de outubro de 2026.
O ranking de modelos e os índices proporcionais foram extraídos de levantamento baseado em dados da Superintendência de Seguros Privados, publicado pelo jornal O Tempo em 30 de junho de 2026.
A análise sobre a evolução dos furtos no primeiro semestre de 2026 utiliza números da Sejusp reproduzidos em publicação de setembro de 2026.
As classificações de modelos referem-se ao universo de veículos segurados incluídos na pesquisa, não à totalidade da frota mineira. Os períodos de referência podem variar entre as fontes.
Fontes para consulta:
-
Superintendência de Seguros Privados (Susep): https://www2.susep.gov.br/menuestatistica/RankRoubo/principal.asp
-
Observatório de Segurança Pública de Minas Gerais: https://legado.seguranca.mg.gov.br/sobre/institucional/plano-de-integridade/page/2500-estatisticas-criminais
-
Portal de Dados Abertos de Minas Gerais: https://dados.mg.gov.br
-
Jornal O Tempo, levantamento publicado em 30/06/2026: https://www.otempo.com.br/autotempo/2026/6/30/os-carros-segurados-mais-visados-pelos-ladroes-em-minas-o-seu-esta-na-lista
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Averiga, análise dos furtos de veículos no primeiro semestre de 2026: https://averiga.com.br/blog/furto-de-veiculos-em-minas-gerais-cai-16-por-cento-em-2026-os-bairros-de-bh-com-mais-casos-e-como-o-carro-e-levado
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